A linguagem não é só um dos elementos da cultura, mas também um dos co-criadores da nossa cultura. Não há linguagem sem interação e sem um horizonte de historicidade uma vez que as palavra constituem o meio no qual se produzem lentas acumulações quantitativas de mudanças numa sociedade.
A Economia da Atenção exige cada vez mais que as empresas sejam inovadoras com suas marcas e capazes de comunicar-se com razão e emoção ao mesmo tempo. O objetivo cada vez maior é motivar e envolver pessoas de um determinado target através de uma linguagem emocional e com historicidade que tenha credibilidade.
As marcas mais inovadoras contam sua história constantemente, atualizam suas formas de se comunicar, planejam sua linguagem de acordo com determinada audiência e sustentam através de uma criação que a perpetue no tempo. Contar histórias é uma das formas mais inovadoras que as empresas acharam para transmitir conhecimento, trocar experiências e provocar a imaginação dos consumidores.
Uma marca é consumida, não apenas pelo seu valor de uso, e sim pelos signos e sentidos individuais uma vez que as palavras modificam os sentidos, que nascem dessa interação verbal por meio de suas histórias e estórias.
E se cada vez mais as pessoas podem se comunicar também cada vez menos estão dispostas a escutar. Os signos da comunicação nos guiam para a problemática do entendimento humano sobre os fenômenos do mundo digital, a complexidade de suas múltiplas manifestações e respectivas implicações para a vida social. Numa era digital onde o conhecimento é cada vez mais interativo, dinâmico e acessível, apresentam-se novas sensibilidades e possibilidades de relações sociais inovadoras com as marcas.
Contar histórias, uma das técnicas mais antigas para transmitir conhecimento, tem sido utilizada a milhares de anos pelas famílias, comunidades e toda sociedade. Com o amadurecimento da sociedade do conhecimento, a Storytelling é utilizada nas organizações para transformar fatos e suas marcas mais atrativos e fáceis de serem absorvidos.
A Storytelling utiliza os atributos de uma estrutura de narração tradicional, como, definição de tempo, lugar, mote, tipo de narrador, introdução, desenvolvimento e final conclusivo.
Toda palavra pressupõe avaliação social e ao se movimentar através dos indivíduos, recebe novas significações. É possível assim preservar história da empresa, criar uma cultura organizacional, reforçar valores, gerar novas idéias, valorizar o consumidor que pode tornar-se um multiplicador das histórias dessas marcas.
Esses movimentos contínuos e do cotidiano se entrelaçam e transmutam-se, como um organismo vivo. A materialidade e historicidade presentes nas marcas fazem parte de uma relação entre indivíduos, mas o significado e os significantes se alteram de acordo com a parte exterior da percepção de cada um.
O processo de Gestão de Inovação cada vez mais orgânico e customizado tem na Storytelling, uma ferramenta poderosa de comunicação que auxilia as marcas a entenderem qual é a sua história e a forma mais inovadora de contá-la.
Martha Terenzzo, é profissional de Inovação e Marketing, implementou áreas de Inovação, Marketing de alta performance em empresas como Sadia, Parmalat, Cargill, Ajinomoto, etc. Estabeleceu processos e metodologias específicas com visão na Gestão de Negócios e Inovação. Consultora de empresas de grande e médio porte para Inovação e Marketing, é Sócio-Diretora da Inova 360º. Ministra aulas e treinamentos na área de Inovação e Comportamento do Consumidor em Faculdades como Fia/Provar, ESPM, Madia School, IBMODA, in company. Formada em Marketing pela ESPM e tem curso de liderança executiva na Fundação Dom Cabral, atualmente faz Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo. É Vice Presidente de Informações do Retail Marketing Association-POPAI.
Martha.terenzzo@uol.com.br
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abril 13th, 2011
Goena
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